segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

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Não sei se eram visões ou outro sonho apenas
mas acordei tão frio, aos pés de um campo imenso
caixão de sândalo, silêncio, carruagem de mecenas
um féretro regado a dor e incenso

Então abri meus olhos, pude vê-la
estava ali, tão perto, parada entre o futuro e a história
Apertava contra o peito um livro branco
presente cheio de passado, solidão, memória

De repente aproximou-se [e se deteve]
e foi o silêncio que deixou transparecer
que novamente estava eu pronto a ouvir
enquanto ela, abraçada ao livro, não sabia o que dizer

E assim partiu a carruagem
levando embora o sonho, a dor, a paz
Queria ela que eu estivesse bem, sem entender
que na verdade, eu, já não restava mais...

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