segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

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Não sinto apenas o frio do clima, mas também o frio que vem das pessoas e das coisas. Sob um céu hoje repleto, na medida do possível, de estrelas, fecho os olhos e tento imaginar outro lugar.

O lugar que imagino tem estrelas diferentes. Tem frio, pessoas e coisas, mas elas pensam e são de uma forma diferente. E olham para as mesmas estrelas para as quais olho, também de uma forma diferente.

Indiferente a tudo isso, não deixo de olhar as estrelas, sentir o frio e imaginar um outro lugar, já diferente do que outrora imaginava. E a cada vez que imagino um novo lugar, um novo mundo ganha vida e forma. E uma nova forma ganha cor e morte. E nasce um novo sonho, que morre em uma outra vida.

Felizes são os que não olham para o céu.

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