segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

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Paredes vazias. Ontem, depois de muito tempo, tirei o quadro. Agora, ao abrir os olhos durante a madrugada, há apenas um espaço onde antes havia uma lembrança. E o espaço onde antes havia uma lembrança ficou assim, tomado de vazio. Tomado de vazio também, olho para o espaço que ficou. Sempre acordo de madrugada, como agora. Abro meus olhos também vazios, levanto e vou em direção à janela. Há quem diga que em vão espero vê-la novamente. Olhando para fora meus olhos se perdem num escuro interminável. Minha vida passa, e já não consigo enxergar...

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